quinta-feira, abril 16

Brindemos

Um brinde a minha pretensão desproporcional
Um brinde a ignorância alheia que já é normal
Um brinde aos segredos que nasceram e morreram comigo
Um brinde aos humanos e a capacidade de só olhar o próprio umbigo

Um brinde de sangue ao ódio e a nossa violência nacional
Um brinde de orgulho aos nossos políticos e sua realidade surreal
Um gole de preguiça a nossa juventude e seu brilho perdido
Uma lagrima aos revolucionários, exilados, caras pintadas que se foram.
Mas, não deviam ter ido que morreram, mas não deviam ter morrido...

Um pouco mais de repudio a elite que brinda a desigualdade social
Um pouco mais de repudio aos governantes de um país lindo, mas tão desigual.
Um pouco mais de atenção ao choro que não deveria, mas foi contido.
Um pouco mais de atenção ao riso que não era, mas foi escondido.

Um brinde aos humanos e a capacidade de só olhar o próprio umbigo
Um brinde de sangue ao ódio e a nossa violência nacional
Um pouco mais de atenção ao choro que não deveria, mas foi contido!
Um brinde a minha pretensão desproporcional.



Lucas Alberti Amaral

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