terça-feira, julho 14

Póstuma

Inutilmente eu declamava meus poemas de amor
Irrefutável você dizia que não, que acabou.
Percebo agora não ser tão bom quanto dizia
Sei que não é mais minha, pois minha alma é vazia.

Quando foi que eu te perdi? Me diz? Me diz.
Saiba que eu não vou pedir. Você pode ir.
Se arrepender mais tarde. Vai ser tarde demais.

Saboreei o sol no meu rosto, sua mão no meu corpo.
Eu conto músicas e as vezes canto até histórias
Aquele nosso encontro guardarei para minhas memórias
As pessoas se emocionaram e eu já estarei morto.

Chorando elas dirão que bela história que belo romance
Eu não poderei dizer que não, estará fora do meu alcance!
Se eu sou imagem e semelhança de Deus por que não eu?
E se todos nós sabemos o desfecho por que continuar esse texto?

Você se foi sem nem ao menos me deixar dizer adeus
E o que farei da minha vida agora é só problema meu
É injusto que seja assim é tão só e triste o nosso fim
Me entrego aqui então novamente a minha doce solidão

Lucas Alberti Amaral

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