Lagrimas negras borram a maquiagem que outrora era perfeita
Assim como o choro borra o sorriso que outrora era perfeito
A tristeza domina o coração que era largo hoje bate estreito
As mãos são tão lindas, mas agora as unhas estão tão mal feitas.
A saudade sem cura e sem remédio é disfarçada por fotos antigas
Os dedos finos e cumpridos lindos, mas as unhas todas carcomidas.
O coração tenta se enganar, mas só consegue se espremer no peito.
Os medos tentam a dominar, mas o amor é maior e não foi desfeito.
Nas madrugadas vazias tendo apenas a dor e a solidão por companhias
O sol insiste em não nascer o céu apático deixa a escuridão prevalecer
Deixou um chuveiro pra consertar e alguns poemas de amor sem terminar
Na cama sozinha é difícil aceitar que ele se foi pra nunca mais voltar
Não há metade do amor perdido só se o outro lado tivesse sobrevivido
Não há pêsames que a consolem, mas no pouco sono os pesadelos a consomem.
Corre noite adentro pela chuva pelo vento pra que Deus lave a alma de viúva
Corre noite fria na alma vazia corre no escuro vaga sem rumo corre solitária
Corre beijando a chuva deixando que toque seus lábios de viúva achando que o ar
É na verdade seu grande Amor achando que enfim reencontrou o seu par.
Lucas Alberti Amaral
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